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O que Reggio Emilia ensina ao mundo sobre o futuro da educação e por que líderes globais estão olhando para a infância.

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Boa leitura

Na última semana, vivi uma das experiências mais marcantes da minha trajetória profissional: uma imersão internacional no Centro Internacional Loris Malaguzzi, em Reggio Emilia, na Itália cidade que deu origem à abordagem pedagógica que hoje é considerada uma das maiores referências mundiais em educação infantil.

Mais do que visitar uma escola ou participar de um curso, estar em Reggio Emilia é entrar em contato com uma filosofia que mudou a forma como o mundo enxerga a infância.


Ali, a criança não é tratada como alguém que precisa apenas receber conteúdo. Ela é vista como protagonista, pesquisadora, criativa, potente e capaz de construir conhecimento desde os primeiros anos de vida.

E talvez seja exatamente por isso que o mundo inteiro esteja olhando para Reggio Emilia neste momento.

Nesta semana, a Princesa de Gales, Kate Middleton, esteve na cidade e no Centro Internacional Loris Malaguzzi para conhecer profundamente a abordagem e estudar aplicações em projetos ligados ao desenvolvimento infantil no Reino Unido e em iniciativas globais voltadas à primeira infância.

Isso não é apenas simbólico. É estratégico.


A primeira infância se tornou uma pauta global porque os maiores líderes do mundo começaram a entender algo fundamental: os primeiros anos de vida moldam não apenas indivíduos, mas sociedades inteiras.

Empatia. Criatividade. Comunicação. Autonomia. Pensamento crítico. Capacidade de inovação.

Tudo isso começa na infância.

Durante minha imersão em Reggio Emilia, uma das coisas que mais me impactou foi perceber que a abordagem vai muito além da pedagogia tradicional. Ela envolve arquitetura, design, escuta ativa, documentação pedagógica, cultura, pertencimento, relações humanas e construção coletiva de conhecimento.

Os ambientes são pensados como “o terceiro professor”. Os espaços comunicam. As paredes contam histórias. A estética importa. A infância é respeitada.

Cada detalhe transmite uma mensagem poderosa: as crianças merecem beleza, inteligência, escuta e experiências significativas desde cedo.


Também foi extremamente enriquecedor trocar experiências com educadores, gestores e líderes de diferentes países. Estar em um ambiente multicultural reforça uma percepção importante: educação de excelência deixou de ser um diferencial local e passou a ser uma discussão internacional sobre o futuro da humanidade.

Vivemos uma era em que inteligência artificial, tecnologia e transformação digital avançam em velocidade exponencial. Paradoxalmente, isso torna ainda mais valiosas as competências humanas que começam a ser desenvolvidas na infância: criatividade, colaboração, sensibilidade, comunicação e capacidade de resolver problemas.


Talvez o maior ensinamento de Reggio Emilia seja justamente este: o futuro não será construído apenas por pessoas tecnicamente preparadas, mas por seres humanos emocionalmente inteligentes, criativos e capazes de pensar.


E isso começa nos primeiros anos de vida.

Saio dessa experiência internacional com uma convicção ainda mais forte: investir na infância é uma das decisões mais estratégicas que uma sociedade pode tomar.

Como executivo da educação, volto da Itália não apenas com novos aprendizados pedagógicos, mas com uma visão ainda mais ampla sobre liderança, inovação educacional e impacto social.

O futuro começa na infância. E o mundo finalmente começou a perceber isso.🇮🇹


Markson Borges - Diretor Executivo

@escolaalphabetz